novembro de 2020

Histórias de uma pandemia

Desde o início da pandemia, o Sesc contou com uma legião de colaboradores em todos os cantos do país, que não se abateu diante da realidade imprevisível imposta pela proliferação da Covid-19.

 

Professores, assistentes sociais, nutricionistas, bibliotecárias e muitos outros profissionais se reinventaram, superaram seus medos e muitas barreiras para fazer com que as atividades continuassem em operação, principalmente em um momento em que toda a sociedade está fragilizada.

 

Quem conta essas histórias inspiradoras são os nossos colaboradores, que tiveram as suas rotinas alteradas e adaptadas. Ao fim da reportagem, deixe seu comentário e conte também a sua experiência nesse período tão desafiador.

 

Diante de um confinamento repentino e muitas incertezas, Hélio José das Neves Silva, agente de Cultura e Lazer do Sesc Redenção, teve que repensar seu planejamento à frente de um grupo com mais de 150 pessoas, de mais de 50 anos, do projeto Maturidade Ativa em Porto Alegre. Não pensou duas vezes antes de se jogar no universo digital, realizando pesquisas até chegar a novas alternativas para não deixar na mão suas quatro turmas (Cavalhada, Restinga, Teresópolis e Santa Rosa de Lima).

 

O primeiro desafio foi vencer a barreira tecnológica, tanto do professor quanto dos alunos. Com as orientações do time de digital e o direcionamento da equipe do Sesc Redenção para utilizar a página da unidade no Facebook, Hélio conseguiu estrear na plataforma com um bingo virtual. O jogo deu tão certo, que, na sequência, avançou para outras modalidades, como Stop, Qual é a Música? e um quiz com curiosidades sobre o cinema. Hélio se refere às primeiras gravações com timidez.

 

Eu estava muito quadrado, não tinha noção de posicionamento de câmera e iluminação. Em um dos vídeos anoiteceu no meio da transmissão. Tudo foi um aprendizado”, relembra.

 

 

Com o tempo, a experiência foi mudando. O olhar para os detalhes aumentou e agora, por exemplo, todos os vídeos têm um banner do Sesc ao fundo. Enquanto algumas técnicas eram aperfeiçoadas, as transmissões foram ganhando novos adeptos – o número de seguidores da página aumentou em 20% – e começaram a chamar atenção de pessoas de outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Santa Catarina e até Piauí.

 

“Passei a utilizar muito mais os recursos digitais. Saí de um estado de não saber mexer nas mídias para usar com tranquilidade as funcionalidades do WhatsApp, Facebook e YouTube. A novidade agora serão as reuniões pelo Zoom”, antecipa.

 

Segundo Hélio, a cada evento, os idosos elogiam, parabenizam e agradecem a dedicação. A troca de apoio recarrega as energias do professor para seguir e não desanimar. Atualmente, ele realiza, com cada grupo, duas lives e uma gincana virtual por semana. E, aos fins de semana, também envia exercícios de alongamento, postura, mobilidade, reforço muscular e ritmos. Ocasionalmente, aparecem atividades especiais, como a live do show do Wanderley Cardoso. Um sucesso tão grande que deixou o clima mais romântico e propenso para unir casais. “Esse entusiasmo com as atividades me deixa satisfeito, dá combustível para continuar”, revela o professor.

Almicéia Larissa Diniz Borges, bibliotecária do Sesc Palmas (TO), coordena o clube de leituras para incentivar a literatura e debater temas sociais entre a comunidade.

 

Os corredores e as mesas da Biblioteca do Centro de Atividades do Sesc Palmas já estão acostumados aos passos de pessoas atrás de uma boa história para ser lida. Ali é o local de trabalho da inquieta Almicéia Larissa Diniz Borges, de 30 anos. Natural de São Luís, no Maranhão, ela trabalha na unidade da capital do Tocantins desde 2017, quando assumiu a vaga de bibliotecária.

 

Apaixonada por livros e histórias, Almicéia resolveu compartilhar essa paixão com mais pessoas. Em agosto de 2019, ela passou a coordenar o Clube de Leituras. O primeiro livro escolhido para debate foi Quarto de despejo, de Carolina de Jesus. Mas já passaram por sua roda de leitura obras de George Orwell, José Saramago, Clarice Lispector, Victor Hugo, entre outros autores.

 

As reuniões são realizadas sempre às últimas quintas-feiras de cada mês, às 19h. Todo mês um livro é indicado pelos membros do clube. Mas, com a pandemia, os encontros, que muitas vezes duravam até as 21h, passaram a ser virtuais.

 

A necessidade de isolamento social no início mexeu com Almicéia, que retornou em maio para o ambiente de trabalho. “Foi estranha essa mudança, porque a biblioteca sempre foi movimentada. É um baque muito grande chegar aqui e ver todo aquele silêncio”, ela relembra. Até a volta do atendimento presencial, que aconteceu em outubro, respeitando todas as regras das autoridades sanitárias, os livros emprestados eram entregues por delivery.

 

Porém, uma biblioteca sem público não tem vida. E isso é o que mais faz falta na rotina de Almicéia. Apesar da saudade da troca de ideias entre os integrantes do Clube de Leituras, a bibliotecária admite que a versão virtual possibilita um maior alcance e, consequentemente, mais pessoas tocadas pela magia dos livros. “Nossa intenção com o Clube de Leituras é justamente despertar nas pessoas esse interesse pela leitura”, acredita. Os aprendizados com esse período de incertezas foram vários, mas ela destaca um em especial: valorizar quem está perto.

O professor Jivago Pinheiro Pereira destaca o desafio de unir o virtual e o presencial no ensino híbrido.

 

A realidade nas escolas mudou. Nas instituições de ensino que retornaram, ver pátios e salas de aula cheios não é mais comum. Diante dos impactos causados pela pandemia, a tecnologia passou a ser encarada como ferramenta fundamental para manter o ensino. Para o professor de língua inglesa Jivago Pinheiro Pereira, do Centro de Educação Sesc José Roberto Tadros, no Amazonas, as transformações estão sendo sentidas por todo o corpo docente e discente. “No primeiro mês, o atendimento aos alunos foi 100% online, depois passamos para o híbrido. São dois grupos por turma, que frequentam a escola em dias diferentes”, conta.

 

Entretanto, ele ressalta que uma das maiores dificuldades foi fazer com que esses dois espaços (sala de aula física e virtual) se tornassem uma coisa só. E, desde o início, nas reuniões com direção, coordenação e professores, esse era um ponto de atenção. “Acredito que agora tenha alcançado um avanço porque eu já consigo fazer com que haja interação entre os dois ambientes. No início, a sensação era como se fossem ‘duas aulas’ para turmas diferentes”, revela.

 

O professor do ensino fundamental e médio diz que, antes da pandemia, o desafio era entreter as turmas presencialmente, cada uma com cerca de 30 alunos. Agora, é necessário também dominar ferramentas tecnológicas para atrair atenção do seu público – seja presencial ou não. “Não tem como falar de um ensino híbrido sem falar em aparatos tecnológicos”, relata o professor.

 

Ele acha que o trabalho em equipe foi um aprendizado desse período. Mas destaca que não tem uma fórmula mágica para a adaptação. “O que não dá mais para acontecer é uma aula se limitar a um pincel e um quadro. É preciso olhar além e as tecnologias se tornaram essenciais. O professor tem que ser, acima de tudo, um pesquisador.” 

 

 

Aos 26 anos, Luana Mara Radaelli, orientadora de atividades do Sesc no Paraná, não se assustou com as infinitas possibilidades tecnológicas nem com as inúmeras técnicas para gravação e produção de vídeos. Acostumada a uma rotina power, como ela gosta de lembrar, logo na primeira semana, o time da Sala de Leitura Medianeira já tinha traçado um plano para minimizar o isolamento físico. Oficinas, contações de histórias, clubes de leitura e, claro, empréstimos de livros foram remodelados.

 

Antes usado apenas como canal de recados, Luana adotou o WhatsApp para ler contos e crônicas diariamente e enviar tarefas. Até o curso de desenho para iniciantes, formado por crianças a partir dos 8 anos, agora acontece pelo aplicativo Teams. E ela garante que o rendimento é grande: “Até autorretrato eles já estão fazendo. Me surpreendi com os desenhos. Descobrimos que estamos presentes virtualmente”.

 

Os empréstimos de livros foram adaptados para o delivery há cinco meses. As pessoas escolhem o título e, no dia agendado (segundas ou quintas, das 15h30 às 18h30), retiram a obra que vem em uma sacolinha carinhosamente decorada por Luana. Na entrega, os livros ficam de quarentena antes da higienização completa.

 

De uma maneira ou de outra, ela mantém sua rotina agitada. O que ainda a incomoda é a falta de contato com os clientes no espaço, dos abraços das crianças e do calor humano. O problema, segundo ela, tem sido lidar com o emocional diante das perdas e da saudade. A estudante de pedagogia enfrentou a partida de dois parentes muito próximos nos últimos meses: um padrinho e a avó paterna. A maneira que ela encontrou para amenizar o sofrimento foi recorrer à escrita.

 

 

Estava a ponto de explodir de sentimentos. Acabou que eu explodi literariamente. Foi assim que nasceu o meu livro Lembranças da vó Malvina”, relata a jovem, que se dedicou à obra no período em que sua avó precisou ficar internada. Para manter viva a lembrança, ela entrevistou familiares por telefone e por chamada de vídeo.

 

“Passamos a refletir mais sobre as nossas relações. Passamos a dar mais importância para quem está ao nosso lado e a sentir mais a falta de quem está longe.”

 

Assim que receberam a notícia de que todas as unidades do Sesc no Rio de Janeiro seriam fechadas, os técnicos que trabalham diretamente no Trabalho Social com Idosos (TSI) ficaram preocupados com o grupo. A agenda intensa com aulas, encontros e celebrações foi reavaliada.

 

Para Priscilla Blini, técnica de projetos sociais no Sesc Copacabana, o que mais pesou, desde o início, foi pensar na privação dos momentos de descontração, entre uma aula e outra, quando conseguia se aproximar e conhecer melhor cada um. Em média, por ano, ela tem contato com 400 idosos. A maioria é de pessoas que já acompanha o projeto há algum tempo. Mas para quebrar o gelo, ou mesmo firmar uma relação mais próxima, Priscilla sempre recorreu ao cafezinho. E foram esses momentos que a inspiraram durante o isolamento físico.

 

 

Pensei: por que não tomar o café de forma virtual para manter os vínculos? O projeto deu tão certo que ampliamos os encontros e passamos a realizar outras atividades temáticas”, revela.

 

Com início em março, o Café Virtual passou a ser realizado duas vezes por semana, às quartas e domingos, sempre às 16h. Depois da experiência bem-sucedida, somaram-se ainda aulas virtuais de ginástica, pilates, alongamento e dança. E, na sequência, vieram as lives semanais, com temas diversos a respeito do envelhecimento. Hoje, o projeto que surgiu no Sesc Copacabana já foi replicado em unidades de todo o estado do Rio.

 

Os encontros envolvem um ritual de preparação para Priscilla e para os idosos. A maioria só abre a câmera quando a mesa está posta e o café servido. “Assim como eles, eu me arrumo também. Tem muita expectativa para essa troca, de ambas as partes. Eles compartilham muito da vida e das dificuldades, algumas vitórias e sucessos. Muitas vezes chego a me emocionar”, confessa.

 

Um dos momentos mais marcantes foi a confraternização virtual para o Dia dos Avós, segundo Priscilla. Os netos que não puderam participar mandaram vídeos para o encontro. E houve até imagens dos netos que nasceram durante a pandemia, mas que os avós ainda não conheceram pessoalmente.

A nutricionista Maria da Conceição Cabral, do Sesc no Rio Grande do Norte, conta que a integração da equipe foi fundamental para superar os desafios do isolamento físico

 

No Restaurante Rio Branco, do Sesc no Rio Grande do Norte, não houve tempo para repensar as atividades na pandemia. Quando a gerência informou sobre as novas recomendações para funcionamento dos estabelecimentos e a definição para desativação do buffet self-service, Maria da Conceição Cabral, coordenadora de Nutrição, lembra que já havia a solução: reativar o antigo projeto de quentinhas – encerrado há mais de 10 anos –, mas agora adaptado para o sistema pegue e leve.

 

Foi preciso providenciar apenas embalagens e os sacos plásticos para iniciar a produção. E, dessa maneira, mesmo com a maioria do comércio fechado, o restaurante conseguiu continuar operando e manter todos os colaboradores, que passaram a trabalhar em sistema de rodízio.

 

 

A sensação no início era de que não podíamos deixar nosso negócio. Foi uma experiência boa, mas difícil. A vontade de manter todos os empregos deixou a equipe mais unida”, relata a nutricionista.

 

Acostumados a atender cerca de 1.100 pessoas por dia, com três linhas de self-service, a venda das quentinhas não emplacou de imediato. As ruas estavam vazias e as poucas empresas em funcionamento não sabiam do novo serviço do restaurante. Maria da Conceição conta que foi feito um mutirão internamente e que todos, sem exceção, se envolveram. Dessa maneira iniciaram o delivery e conseguiram alavancar os pedidos.

 

De lá pra cá, as novas atividades foram expandindo. O restaurante passou a fazer também comidas congeladas (lasanhas, espaguete de legumes, panquecas) com preço acessível, a partir de R$ 6,50. Segundo ela, um sucesso desde o início. Logo depois veio o projeto de doação de quentinhas para o Mesa Brasil Sesc. No começo eram 200 sopões, depois passou para 300 unidades, de segunda a sexta. A ação durou quase cinco meses, e o apoio nessa corrente de solidariedade motivou os colaboradores.

 

“O início foi difícil, de uma hora para a outra o convívio com os clientes foi interrompido. Mesmo assim, procurávamos manter todo mundo feliz e alegre”, confessa. Em agosto, o distanciamento foi flexibilizado no estado do Rio Grande do Norte e o restaurante voltou a abrir. “Ficamos mais animados. Aos poucos estamos retomando o movimento e conquistando a confiança do nosso público.”

 

Atualmente, as atividades que iniciaram na pandemia completam o almoço servido presencialmente, que atrai cerca de 450 pessoas diariamente. Quentinhas e congelados já chegam a 50% do faturamento.

Com atuação em todos os cantos do país, o Mesa Brasil Sesc comprovou sua eficácia e seu importante papel social durante a pandemia. Mas por trás da rede nacional de solidariedade, há uma legião de incansáveis colaboradoras. Regina Moura é uma delas.  Analista de serviços sociais do Mesa Brasil Sesc em Roraima, ela faz parte do projeto há quase dois anos. E ao contrário de muitas pessoas que precisaram parar as atividades, desde o início da pandemia de Covid-19, Regina conta que o trabalho se intensificou.

 

“Primeiro veio o susto. Ficamos muito impactados, mas já tínhamos certeza de que não podíamos parar. Redobramos os cuidados com a nossa segurança e com todos os nossos parceiros para atender essas famílias. Aos poucos nos ajustamos e conseguimos desenvolver as doações com segurança”, afirma a assistente social.

 

Regina lamenta que a pandemia tenha limitado as ações socioeducativas em um período em que as pessoas mais precisavam. Segundo ela, foi uma frustração grande. Por outro lado, com os novos protocolos de utilização de luvas, máscaras e higienização constante com álcool gel 70, as doações cresceram.

 

A rotina da Regina inclui o contato com muitas pessoas. Desde um produtor, por exemplo, que pode estar fazendo o transporte de alimentos, até o gestor de uma instituição, que está lidando com um caso de depressão na família com um idoso que teve todas as atividades suspensas ou com uma criança hiperativa dentro de casa.

 

“Vivi muitos aprendizados nesse período. Precisei desenvolver a capacidade de orientar melhor, mesmo à distância. Se antes fazíamos as visitas in loco, agora passamos a falar por telefone, com o cuidado de ressaltar as necessidades de todos os novos procedimentos. A nossa preocupação não é apenas entregar uma doação para uma família, queremos saber como ela chegará e todos os processos envolvidos”, esclarece.

 

Embora a exploração do universo digital tenha sido amplamente praticada em muitas localidades brasileiras, a realidade em Roraima foi diferente. Com uma internet precária no estado e sem poder contar com o acesso a essas tecnologias, a solução muitas vezes foi o telefone ou, em casos mais graves e urgentes, uma visita ou encaminhamento a um órgão competente.

 

Mesmo sentindo falta do presencial, de uma troca olho no olho ou estabelecer uma relação mais próxima, ela não se abate. “Sei que, quando estou me protegendo, protejo também o meu colega, parceiros e todos os familiares. Estou seguindo os protocolos com muita atenção e segurança. Não posso ficar parada, preciso seguir em frente”, diz.

A técnica de Relacionamento com Cliente Lilian Sousa da Rosa Moritz explica como é atender o público em um momento repleto de restrições no Sesc Joinville (SC).

 

Acostumada a recepcionar dezenas de pessoas diariamente, Lilian Sousa da Rosa Moritz, que é técnica de Relacionamento com cliente no Sesc Joinville, em Santa Catarina, conta que de um dia para o outro viu tudo mudar. “Eu trabalho há 21 anos aqui e nunca vi a nossa unidade fechar. Foi bem doloroso. No último dia, estava tudo fechando e todo mundo indo embora, só esperando o último apagar a luz.”

 

Durante um mês, Lilian e a equipe trabalharam em home office, enquanto a unidade permanecia fechada, respeitando as determinações do governo local.  Os primeiros dias não foram fáceis, já que havia muitas dúvidas sobre quando as atividades retornariam, se as mensalidades permaneceriam as mesmas e em relação às aulas, que passaram a ser on-line.

 

“Nossa casa virou a nossa central, porque estávamos sempre respondendo por WhatsApp, por e-mail, encaminhando boletos, fazendo cadastramento das empresas. Foi um trabalho exaustivo e tivemos de correr contra o tempo, mas deu certo”, relata.

 

Em maio, seguindo as recomendações governamentais, o Sesc Joinville foi reaberto para algumas atividades, como academia e restaurante. No entanto, parte da programação da unidade permaneceu on-line, como as aulas da escola e do curso de inglês. Isso foi possível graças à boa adaptação que os alunos tiveram com as ferramentas digitais.

 

Para manter o público do grupo de risco acima de 60 anos em segurança, o Sesc adotou medidas específicas considerando o retorno apenas em outubro. "Algumas pessoas vinham diariamente aqui e perguntavam se já estava liberado para eles e, mesmo quando ainda não estava, eles confiavam que tudo ficaria bem e logo poderiam voltar”, diz Lilian.

 

O trato constante com clientes teve que passar por algumas reformulações ao longo da pandemia e, certamente, essas mudanças ficarão como herança para o futuro, como explica Lilian. Ela conta que as respostas à distância tiveram que ser ainda mais rápidas, assim como o esclarecimento de dúvidas de qualquer natureza.

 

Apesar de todos os desafios, ela acredita que esse cuidado constante com o próximo continuará após a pandemia. “Aprendemos a dar mais valor ao nosso dia, à nossa vida. Mas, quando eu fico bem, eu consigo ouvir meus colegas de trabalho, trabalhar bem em equipe e fazer um ótimo atendimento”, finaliza.